Muito bom o texto publicado no Chmkt, vale a pena ler!
Em um texto fantástico publicado recentemente noAdvertising Age, o Phil Johnson, CEO da agência PJA Advertising & Marketing, faz uma reflexão sobre o papel do profissional que, na visão dele, é o mais importante na agência: o diretor de criação. Ele conta que passou muito tempo pensando em qual seria o papel ideal desse profissional. A forma de atuação na qual ele pudesse ser mais útil à agência e aos seus clientes. E chegou a uma conclusão bem interessante.
No início, quando ele próprio era o diretor de criação da agência – sua visão era de que deveria ser o cara que aprovava quais ideias iriam adiante e quais morreriam ali. O estilo que ele valorizava, conta, era o do diretor que conseguia ver tudo que era feito na agência e arbitrar sobre o que era bom e o que ficaria de fora, além de ser capaz de produzir os melhores trabalhos da agência.
No entanto, como autoridade única, aponta, o diretor de criação acabava se transformando em ditador de criação. Nesse modelo em que a ideia passa por um só filtro criativo, vozes e ideias interessantes acabavam se perdendo, conta. Além disso, eram limitadas pelos próprios gostos, estilos e julgamento desse profissional - não importa o quanto seja talentoso. Com isso, diz, a capacidade criativa da agência se restringe, e passa a ter um único tom e estilo. Isso é, na visão dele, o caminho mais rápido para que a agência vá de inovadora a estereotipada.
Hoje, sua visão é a de que o papel ideal de um diretor de criação é muito maior e mais importante do que qualquer tarefa operacional. Ao invés de ser a pessoa com as melhores ideias, ou capaz de julgar o melhor trabalho, ou a melhor pessoa para gerenciar o processo criativo, esse profissional tem a missão de transformar o cérebro de toda a agência e construir uma consciência criativa coletiva. Com isso, diz, sua influência vai além do departamento de criação.
Aí você pode perguntar: mas quem vai tomar as decisões? Ele conta que, realmente, existem ideias e conceitos mal direcionados que devem ser mortos. Mas, ao invés de ter uma só pessoa fazendo isso, um bom diretor de criação é capaz de compartilhar essa responsabilidade entre um grupo de pessoas Nas quais confia. Quando existem talentos na agência, afirma, dificilmente há só uma boa ideia. Em vez disso, há muitas ideias diferentes para se escolher. E o diretor de criação, conta Johnson, precisa manter essa diversidade viva.
Segundo ele, é essencial que o diretor de criação possa modelar um ambiente que atraia pessoas criativas e que torne o restante da equipe mais criativo do que parece possível. Além disso, deve cultivar um debate ativo sobre o que determina um bom trabalho. Assim, a diversidade de ideias reina e muitas pessoas desenvolverão a capacidade e escolher as melhores direções a seguir. Ele deve fazer com que as pessoas acreditem que são capazes de fazer o impossível e criar experiências que nunca foram feitas antes. É aí que, segundo Johnson, as portas se abrem para revoluções criativas.
Ele conclui o texto dizendo que é esse um trabalho que não vem com manual de instruções, e conta que teve sorte o suficiente para atrair uma dupla de diretores de criação que tem essa habilidade e conseguem colocá-la em prática. São profissionais muito corajosos, destaca. Eles colocam em funcionamento uma força criativa maior do que eles mesmos. Ato ousado para profissionais que desenvolvem, tradicionalmente, uma carreira construída em cima da reputação criativa. Pelo menos na agência dele, diz, o que faz um bom diretor de criação é a capacidade de libertar a criatividade ao seu redor.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Qual o papel do Diretor de Criação?
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Semiótica e Design
Artigo muito legal, bem simples de entender falando sobre a Semiótica e o Design. Disponível no site http://imasters.uol.com.br/artigo/9516
Semiótica é a ciência geral dos signos, que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos. Em outras palavras, o sistema de significação ou representação na natureza, conceito, idéia ou cultura. Uma área muito vasta, que abrange também a linguística, onde se inclui, além das artes visuais, a música, fotografia e até mesmo a culinária.
Surgiu junto com a filosofia, na época da Grécia antiga e vem se desenvolvendo até hoje. Mas, somente há cerca de dois ou três séculos, é que começaram a surgir aqueles que seriam considerados os pais da semiótica. No início do século XX, com os trabalhos de Ferdinand de Saussure e Peirce, a semiótica começou a adquirir status de ciência.
Para Peirce, o homem significa tudo que o cerca numa concepção triádica, e são nestes pontos que toda a sua teoria se baseia. Em 14 de Maio de 1867, Peirce descreveu três categorias universais de toda a experiência e pensamento: Qualidade, Relação e Representação. Hoje conhecemos como Quali-signo, Sin-signo e Legi-signo ou Primeiridade, Secundidade e Terceiridade respectivamente. Trocando em miúdos, o signo é a relação que existe consigo mesmo, no seu modo de ser, no seu aspecto e na maneira como aparece. Explicando cada uma das propriedades, será mais fácil de se entender:1º - Quali-signo ou Primeiridade
Se algo aparece como pura qualidade, este algo é primeiro. É claro que uma qualidade não pode aparecer e, portanto, não pode funcionar como signo sem estar encarnada em algum objeto. Ela é apenas um sentimento vago, indiscernível, num nível de primeiridade, aberta a interpretação junto com seu suporte. Seu caráter qualitativo - cores, luminosidade, cheiros, gostos, volumes, texturas, formas etc. - enriquece o objeto impregnado.2º - Sin-signo ou Secundidade
Num segundo nível, o da secundidade, qualquer coisa que se apresente diante de você como existente único, material, aqui e agora, é um sin-signo. Isto porque qualquer existente real e concreto está conectado ao universo do qual ele faz parte, irradiando sentidos em outras direções. É o seu caráter físico-existencial que aponta para as outras coisas. Rastros, pegadas, resíduos, fazem parte de uma existência concreta. Daí, sin-signo.3º - Legi-signo ou Terceiridade
Ao nível de terceiridade, o caráter do signo aparece quando, em si mesmo, o signo é de lei. Isto porque, ao ser representado, é portador de uma lei que, por convenção ou pacto coletivo, determina que aquele signo represente seu objeto. Note-se que se é por convenção, aquilo que ele representa não é individual, mas geral. Por exemplo, as palavras são caracteres cujos códigos são combinados, mantêm um acordo firmado entre o grupo - uma lei - para que o signo possa significar. Já dizia Peirce: "você pode escrever a palavra "estrela", mas isto não faz de você o criador da palavra - e mesmo que você a apague, ela não foi destruída. As palavras vivem nas mentes daqueles que as usam. Mesmo que estejam todos dormindo, elas vivem nas suas memórias. Elas são coletivas, não individuais".Para Peirce, existem também três significados para signo: ícone, índice e simbolo. O ícone mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva com o signo, representando o objeto; O índice quer dizer que através de todo indício tiramos conclusões, exemplo: onde há fumaça, há fogo; e por fim o Símbolo que estabelece uma relação entre o signo e o objeto.
Esta foi uma introdução sobre Semiótica Peirceana, mas existem outras, como: semiótica estruturalista/semiologia que tem como foco os signos verbais que se iniciou com Saussure e Semiótica russa ou semiótica da cultura que tem como foco a linguagem, literatura e outros fenômenos culturais como a comunicação não-verbal e visual, mito e religião.
Fontes:
Livros:
A teoria geral dos signos - SANTAELLA, LúciaSemiótica aplicada - SANTAELLA, Lúcia
Postado por Dionis Maikon às 11:26 0 comentários
sábado, 3 de abril de 2010
A Prostituição do Design Contemporâneo

Esse artigo eu vi no Design de Fechada e achei bem interessante.
Deem uma olhada!
Muitos de nós se já não tiveram,ainda terão clientes que os desvalorizem como profissional. Aquele que pedirá que você cobre mais barato para ele poder ver "se você é bom", e até os mais caras-de-pau, que oferecerão a "divulgação" do seu nome em troca de um job. Mas o pior é que esse tipo de cliente está cada vez mais comum, tendo em vista que o número de profissionais desqualificados só cresce. São os famosos micreiros, ou sobrinhos,como prefirirem.
Navegando pela internet é a maneira mais bizarra de se encontrar tal prostituição, desde o LogoMaker (não é piada,inventaram um programa que substitui todo trabalho árduo que é a criação de uma marca) até esse tipo de proposta abaixo:
Ganhe dinheiro sugerindo logotipo e nome para loja
Boa noite para todos.
sou dono de uma rede de loja de informática, mais estou querendo abrir outra com outro nome.
estou pagando R$ 30,00 reais para o nome selecionado.
estou pagando R$ 60,00 reais para a logo selecionada.
sendo que para o nome que eu escolher para a loja estarei pagando a quantia de R$ 30,00 reais para o criador do nome, e R$ 60,00 para a logo
escolhida para a loja, sendo que você pode enviar só o nome da empresa
como também o nome e a logo.
para participar você deve enviar por e-mail.
1º o nome da loja ou a logo, (ou os dois).
2º seu nome e telefone para contato.
3º Assunto (loja de informática)
E-MAIL: masters_ff@hotmail.com
Resultado será informado aqui mesmo no fórum na data 28/01/2010
Boa sorte a todos.
O que eu mais acho interessante nesse email não é nem somente o preço pago (que convenhamos, não paga nem a conta de energia que você irá gastar) mas o diferencial do comércio: Loja de Informática. "Cada um tem o design que merece."
Outra proposta famosa que pega principalmente os designers iniciantes, é de você fazer um trabalho sem o compromentimento por parte do cliente, ou seja, se ele só paga pelo trabalho se você quiser. Eu mesmo já me enfiei em uma situação parecida, em que o cliente queria que eu fizesse uma arte e mandasse para ele ainda ver se queria me contratar. Uma dica: fuja!
Ofereça seu portfolio caso ele duvide de sua competência, mas evite trabalhar caso ele não assuma um compromisso.
Pois são essas atitudes que diferenciam um profissional de um micreiro, a da valorização de seu trabalho. Não estou falando pra você ir cobrando preços absurdos logo de cara, mas não se desvalorize! Porque se você o fizer, o único tipo de cliente que você irá atrair, é do estilo "LogoMaker".
Postado por Dionis Maikon às 13:19 0 comentários
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domingo, 28 de março de 2010
Designer Empreededor, o que é?

Mais um artigo só que agora do site Espaço Design e foi escrito por Michel Souza
No primeiro período da faculdade, percebi que há inúmeros perfis de designer. Existe o Designer Artista, Designer Editorial, Designer de Moda, Designer de Jóia, e andando por aí, já encontrei até a Designer de Sobrancelha (?). Analisando estes inúmeros perfis, constatei que minha faculdade é bem semelhante a um Jardim Zoológico, havia de tudo naquele lugar. Mas percebi a ausência de uma atração naquele “Mundo Animal”, o braço direito do rei da selva não estava por ali – o designer empreendedor, aquele que usa todo o conhecimento do design e associa com o mundo dos negócios.
A partir desta demanda, iniciei minha busca incessante por aquele profissional que estaria a todo tempo atento às oportunidades e ao mercado em função das suas realizações. Em todos os meus trabalhos desde então, eu associava as características em comum de um designer e um empreendedor. Era perceptível a resistência de boa parte da minha turma e até mesmo de alguns professores, afinal para eles bastava focarmos nos movimentos artísticos e nas novas técnicas de produção.
Concordo plenamente, necessitamos de todo este conhecimento técnico e de uma bagagem cultural, mas não podemos menosprezar a dura realidade do mercado. No entanto, acredito que o que nos garante uma certa vantagem e nos difere dos demais empreendedores é justamente o conhecimento adquirido ao longo do curso de design.
Com isso, o designer empreendedor possui conhecimento e feeling suficientes para saber o momento adequado para criar e lançar um produto inovador. Através de sua metodologia é capaz de pensar numa forma estratégica para inserir este produto no mercado, a partir da busca de referências, analise do público alvo e o acompanhamento dos resultados.
Ilustração: Marco Nick
Postado por Dionis Maikon às 15:28 0 comentários
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Como o design ajuda na qualidade de vida das grandes metrópoles

Texto retirado do Blog Design Informa... muito interessante
As cidades de Nova York, Seul e Frankfurt são exemplos de metrópoles que investiram no design urbano aliado com a sustentabilidade, obtendo resultados positivos na melhora de qualidade de vida de seus moradores. Tudo de uma maneira simples e objetiva, que pode ser incorporada em São Paulo - a maior cidade a América Latina.
Mas como fazer isso? A fundadora e diretora executiva da Associação Objeto Brasil e coordenadora geral do IDEA/Brasil, Joice Joppert Leal observa que existem soluções simples e eficientes. Em Frankfurt, na Alemanha, ela viu que é possível unir design urbano com sustentabilidade através de objetos simples, como recipientes para coleta de lixo reciclável. “Além de ser bom para o meio ambiente, é agradável visualmente por ser de feito de aço inoxidável. E o nome dos materiais está escrito em várias línguas, com um ângulo que permite a rápida leitura”, admira Joice.
Nova York, que assim como São Paulo é uma cidade poluída e carente de áreas verdes, aprovou uma lei que concede subsídios para os que plantarem jardins no telhado de casas e apartamentos comerciais. É o que se chama por lá de Green Roofs, ou, telhados verdes, desenvolvidos por designers em parceira com arquitetos. A iniciativa já conseguiu atingir 10% da área construída na cidade e abateu cerca de 100 mil dólares de impostos.
Em Seul, o parque Dongdaemun History & Culture é um exemplo de construção limpa, que utiliza materiais pré-fabricados e passa um conceito que integra história e design em um parque urbano aberto à população. O parque foi originalmente concebido para se tornar uma área com matas naturais e locais para espectáculos culturais, mas o projeto do arquiteto Zaha Hadid sofreu modificações após um grande número de relíquias culturais serem encontradas durante uma escavação no local.
O design está em detalhes que promovem grandes mudanças que melhoram não só visualmente como também a qualidade de vida em grandes metrópoles. O design está ai para facilitar, basta investir e apoiar sua iniciativas.
Associação Objeto Brasil
Com 14 anos de existência, a Objeto Brasil nasceu para promover o design brasileiro aqui e no mundo. A criatividade e capacidade brasileira de realização presente na Associação Objeto Brasil já mostrou sua força em vários eventos. Entre eles, convenções, exposições, convênios, treinamentos, publicações, palestras e outras ações no Brasil incluindo a exposição Design nos 500 Anos na Pinacoteca do Estado e Parque da Luz e no exterior levando o talento do design brasileiro para a Itália, França, Portugal, Espanha, Alemanha, Japão, Estados Unidos, Coréia do Sul e países escandinavos.
Joice Joppert Leal
Fundadora e diretora executiva da Associação Objeto Brasil e coordenadora geral do IDEA/Brasil, Joice tem desenvolvido diversas ações na promoção do Design, Inventiva e Artesanato, tanto no Brasil quanto no exterior. Foi chefe do Departamento de Tecnologia e Núcleo de Desenho Industrial da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP desde sua criação até fins de 1998. Foi diretora de Projetos Institucionais do Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo – SESI. Integrou, por solicitação do Ministro da Ciência e Tecnologia, a Comissão de Avaliação dos Institutos de Pesquisas do Ministério da Ciência e Tecnologia e o Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico em 1993/94.
Realizou e coordenou várias exposições do Design brasileiro, entre as quais se destacam a Artesanato e Design – um Processo Contínuo na Expo '98, Lisboa – Portugal, Design nos 500 Anos, na Pinacoteca de São Paulo e no Parque da Luz, Design Brasileiro, na Triennale de Milão – Itália, setembro/outubro de 2001, exposição Design brasileiro de Embalagens para Alimentos 2002, em Tóquio, Japão, Marca Brasil – o Brasil como Marca, na Galeria Portinari, Palazzo Pamphij, em Roma, Itália. Editou livros e catálogos sobre Design e, em 2006, foi curadora de duas salas especiais na primeira Bienal Brasileira de Design promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, na Oca – Ibirapuera, em São Paulo.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Pensar Design
Um artigo bem legal que eu vi no site espaço.com/design
“Pensar Design” Artigo da revista ABCDesign
Artigo escrito por Kleber Puchaski disponível no site da ABCDesign. Segue na integra (Desculpa Ericson ;D)
Atualmente fala-se muito sobre a importância de inovar. As empresas buscam um diferencial competitivo com produtos e serviços distintos a fim de atender um mercado cada vez mais exigente. O diferencial “inovação” é apontado como fator decisivo para a sobrevivência e, por isso, tornou-se prioridade em diversos setores da economia e também para governos do mundo todo.
Já em 1950, o sociólogo americano Everet Rogers desenvolveu a teoria chamada Difusion of Innovation. Para ele, “inovação é uma nova idéia, prática ou objeto. A novidade percebida da idéia para o indivíduo determina a sua reação. Se a idéia parece nova, isto é então uma inovação”.
Cinqüenta anos, e muitas mudanças depois, a definição de inovação é entendida de maneira mais complexa. A consultora e autora Bettina Von Stamm, por exemplo, descreve inovação baseando-se nos princípios de negócios, design e criatividade. De acordo com a especialista, para uma companhia inovar, deve-se ir além de apenas entender processos de desenvolvimento de novos produtos, estratégias e pesquisas no departamento de desenvolvimento. Inovação, design e criatividade devem permear cada aspecto da empresa, pois são conceitos que envolvem curiosidade, vontade de experimentar, constante insatisfação e incessante busca por excelência.
Um dos exemplos mais emblemáticos deste modelo de inovação, sem dúvida, é a Apple. O Ipod é um dos produtos mais inovadores da nossa geração, porém não é apenas sua forma/função que o torna único. O suporte de uma gama de ações permitiu que o Ipod se destacasse no mercado hiper competitivo dos mp3 players, como o networkcriado entre gravadoras e a Apple por meio do Itunes. A inovação principal foi antecipar a tendência, reagindo de forma rápida e ousada à forte demanda do mercado musical, dando adeus à indústria do CD.
Para chegar a este alto nível de inovação, com apontou Van Stamm, é preciso criar um ambiente favorável na empresa, reavaliando a cultura em todos os níveis de organização. Uma das ferramentas é aplicar o conceito “pensar design” no entendimento do real sentido que seus produtos e serviços têm para seus clientes, algo que deve acontecer no nível funcional, cognitivo e emocional. A empresa inovadora que usa o design como linha mestre não se satisfaz em meramente servir seus clientes, mas insiste em exceder suas expectativas. Neste processo o design não é apenas a tradução do que a empresa representa, mas, sim, sua própria filosofia.
Design Thinking
A habilidade do designer de criar algo novo vem do exercício diário de olhar o mundo sob diferentes perspectivas. Este “pensar design” ou design thinking tem sido objeto de estudos e de conferências pelo mundo, e hoje é definido como uma disciplina que usa a intuição em oposição à métrica para solucionar problemas e gerar novas idéias.
Recentemente, o debate sobre o pensar design ganhou força com a aposta de David Kelley, um dos fundadores do escritório IDEO, e da Stanford University em criarem a D-School, em referência às B-Schools (Business Schools). O objetivo da escola é fazer com que aluno se aprofunde completamente no design seguindo, basicamente, as cinco diretrizes da instituição: preparar pessoas com pensamento inovador; usar o design thinking para inspirar equipes multidisciplinares; promover a colaboração entre estudantes e indústria; pegar grandes projetos e prototipar idéias para descobrir novas soluções.
Nas universidades inglesas é comum a colaboração com empresas. A Royal College of Art, tradicional instituição, é um exemplo típico. Em 2004, criou o Innovation RCA a fim de fomentar a inovação por meio do design. O modelo atraiu a atenção de empresas que buscavam inovação para seus negócios, o que levou a universidade a buscar parcerias com outras duas instituições: Imperial College e a Tanaka Business School. Assim nasceu o Design London com o incentivo do governo britânico.
Agora, o design thinking começa a sair das rodas de discussão dos designers para chegar entre os executivos de grandes empresas. As principais publicações de negócios nos EUA e Europa abrem espaços para cases de sucessos onde o design foi fator determinante, ampliando a educação desses líderes. Cursos de MBA oferecem módulos mostrando como os designers pensam no processo decisivo na busca de soluções inovadoras. Um dos principais incentivadores desse processo é o professor Roger Martin da Rotman School of Management de Toronto, que estuda a diferença entre pensamento lógico e criativo a fim de aproximar esses dois mundos extremos focando a administração.
O Brasil é, provavelmente, um dos melhores ambientes para a inovação no mundo. Primeiro, porque muitas instituições, inclusive o governo federal, estão fomentando o processo inovação nas diversas camadas empresariais Estão crescendo os investimentos e as linhas de financiamento para projetos de produtos e serviços inovadores. Segundo, porque o Brasil, ao contrário de muitos países, tem criatividade em abundância, algo que é natural de seu povo.
Contudo, se diferenciar no mercado com produtos e serviços não acontece por acaso nem da noite para o dia. Inovar requer riscos e investimentos de longo prazo, concentrando esforços no que realmente importa: uma equipe talentosa em um ambiente adequado para gerar boas idéias. Um dod principais desafios do investimento à inovação é que o retorno nem sempre é imediato e, muitas vezes difícil de ser quantificado. Esse talvez seja um dos grandes desafios na quebra de paradigma na cultura de uma empresa. O desafio é grande, mas as idéias são infinitas. Compete aos designers, agora, responderem ao chamado e continuarem superando as expectativas.
Para mais artigos do Puchaski e de outros articulista acesse ABCDESIGN.com.br.
Postado por Dionis Maikon às 14:34 0 comentários
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